Este é o blog do Caltabiano Moto Club. Aqui você vai poder interagir com os nossos passeios, saber dicas de lugares para visitar, conhecer as novidades da sua moto, fazer amizade e até compartilhar suas aventuras conosco. Participe, suas duas rodas continuam sempre acelerando por aqui!
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No passeio até Caraguatatuba, em 10 de Dezembro, conhecemos um casal muito simpático, o Emilio e a Barbara, que tem uma história curiosa e original, confira.“Bom, na verdade eu nunca havia pilotado uma moto antes, a não ser uma única vez, na qual, por azar, sofri um acidente, logo da primeira vez, há uns 20 anos e desde então nunca mais subi em uma moto. Quando comecei a namorar com meu marido saíamos de moto, eu sempre na garupa e morrendo de medo, mas sem dizer nada. Até que um dia revelei o meu medo e disse a ele que nunca mais sairia de moto. Em uma viagem de carro a Monte Verde, meu marido comentou que lá seria um lugar bacana para irmos de moto e eu topei. Voltamos 15 dias depois, só que de moto. Nessa ocasião, estranhamente, comecei a pegar gosto pelo motociclismo e então começamos a fazer pequenas e frequentes viagens de moto. Não demorou muito para eu pensar em comprar a minha primeira moto. Eu não tinha habilitação nem nunca havia pilotado, não conhecia muito a respeito até então. Motocicleta pra mim, era a BMW GS 1200 Adventure do meu marido e só. Um dia, acordei e resolvi aprender a pilotar. Meu marido conseguiu uma 125 cc emprestada e após alguma explicação básica do que fazer, montei e saí pilotando. Depois disso, eu resolvi. Iria comprar uma BMW. Meu marido dizia que seria ideal começar com uma GS 650. Mas, quando vi a GS 1200 Triple-Black, resolvi, essa é a moto para mim, vou comprar essa negona (apelido carinhoso da minha GS). Não adiantou as diversas argumentações no sentido contrário. Meu marido ligou para o Cláudio da Caltabiano (amigo de longa data), fechei a compra e a moto foi entregue no Guarujá, onde comecei a treinar nos fins de semana, dentro do nosso condomínio. Hoje, pouco mais de quatro meses após minha primeira experiência com motos e legalmente habilitada, não uso mais carro, nem na cidade nem nas estradas, automóvel só pra ir ao mercado, e ainda assim, vou reclamando do trânsito.Mas nem tudo é perfeito, claro que, no começo deitei a moto algumas vezes, mas nada grave. Atualmente estou pilotando com segurança e acompanho meu marido para todos os lugares. Vamos até passar o ano novo em Miami onde viajaremos de moto até Key West e Orlando. E em Abril faremos a Rota 66, entre Los Angeles e Las Vegas, Sempre cada um na sua moto.”
Nosso amigo motociclista Emilio Malta conta sua história, confira. “Meu primeiro contato com uma motocicleta foi há uns 25 anos, quando comprei uma XL 250cc, a moto da moda na época, era minha paixão. Um ou dois anos mais tarde troquei pela XL 350cc, recém lançada, e fiquei uns três anos com ela, trocando por uma XT 600. Acabei vendendo a XT e fiquei uns oito anos sem moto. Nunca fui um aficionado por motos, sempre curti mais carro. Mais tarde, acabei comprando uma Harley, enchi a moto de acessórios e pinduricalhos e acabei sofrendo um acidente com ela e vendi. Vale ressaltar que sofri o acidente porque a moto em questão não tem freio, não faz curva, não tem agilidade alguma, é um dinossauro sobrevivente. Por causa do acidente achei melhor não mais pilotar, e fiquei dez anos sem comprar outra.Há três anos fui visitar, de curiosidade, a loja da Caltabiano Motos, da Oscar Freire, perto de onde morava naquela ocasião e dei de cara com o Claudio Conte, que já conhecia. Em 15 minutos ele me vendeu a minha moto!Desde então venho andando cada vez mais de moto. Há seis meses não pego mais carro e quando tenho que pegar o carro é um trauma. Vale ressaltar que quando comprei a moto pensava em usá-la nos fins de semana, para passeios, pequenas viagens. Mas, veja você no que deu. É difícil dizer o que dá mais prazerá o pilotar. O vento na cara, a liberdade, não ter o stress do trânsito, ter o sossego de estacionar fácil em qualquer lugar, a economia, e acima de tudo um sentimento estranho de que a moto não é uma mera máquina, mas um ser vivo que está ali comigo, conversando e me ajudando a ir onde queremos. Não dá pra explicar, mas é um prazer imenso poder estar com a minha moto. Por enquanto foram poucas as viagens diferentes de moto, estou recentemente começando a me aventurar mais.Minha mulher e eu planejamos ir a Buenos Aires, Patagônia, Atacama, Punta del Este, alguns países da Europa e nos Estados Unidos, conhecer a Rota 66, Indianápolis, Key-West entre outras. Mas tudo a seu tempo.”
Lançado em Janeiro de 2010, o livro de Darwin Holmstrom traz a história das lendárias motos BMW em edição totalmente atualizada, com 192 páginas publicada pela Motorbooks Internacional. Holmstrom explora a evolução das motocicletas BMW, antes e após a segunda guerra mundial, incluindo várias fotos inéditas apresentando um texto que analisa e comenta os fatos e números, que fizeram a boa fama da marca. Este livro inspirador oferece uma nova perspectiva sobre algumas das melhores motos já construídas incluindo os mais recentes modelos; S 1000 RR, F 800 GS, K 1300 e G 450 X. O livro é uma necessidade para os “BM-maníacos” e para quem deseja conhecer melhor a história e os modelos da BMW. No Brasil, por enquanto, não há disponibilidade nas livrarias. Para adquirir um exemplar somente por encomenda ou pela Amazon.com. Lembrando que a importação de livros é isenta de tributação federal. Boa leitura!
Sobrinho de um dos maiores pilotos da história do automobilismo, o brasileiro Bruno Senna fará sua estreia na Fórmula 1 em 2010, sob o olhar atento e crítico dos amantes da velocidade em todo o planeta. Inicialmente, a tarefa de Senna será ir mais longe do que Christian Fittipaldi e Nelsinho Piquet em suas trajetórias na F1. Na principal categoria do automobilismo mundial, tanto o sobrinho de Emerson Fittipaldi quanto o filho de Nelson Piquet decepcionaram não só a família como também os amantes da velocidade no Brasil.
Em 2010, caberá ao novato Bruno Senna começar a mudar essa história de frustrações. “Fiz umas cinco mil entrevistas até hoje e, talvez, em 99% delas, mencionaram o nome do Ayrton”, comenta o piloto. “Por um lado, é ruim, mas acredito que isso vai diminuir um pouco quando me conhecerem mais. A melhor maneira de criar uma identidade própria é obtendo resultados, e a F1 é a melhor vitrine.” Em 2010, aos 26 anos, o paulistano terá a difícil tarefa de se firmar na F1 sendo “velho” para os padrões atuais de contratação de pilotos – cada vez mais jovens, descolados e midiáticos. Apesar disso, a menos que fracasse fragorosamente em 2010, terá mercado para mais um ano e, assim, poderá se adaptar melhor ao ambiente e ao carro. Tempo, portanto, não deverá ser problema.
A história do motociclismo de estrada está associada à história dos moto-clubes. Desde os primórdios, a motocicleta já despertava o instinto de liberdade naqueles poucos que ousavam desafiá-la. Não demorou muito para que esses primeiros motociclistas percebessem as vantagens de viajar em grupo. Já na primeira década do século XX se organizavam corridas de motos, o que aumentaria consideravelmente o interesse a admiração por este novo meio de transporte e consequentemente a criação de clubes que nada mais eram que entidades sociais de indivíduos que andavam de moto juntos. Na década de trinta, apareciam nos EUA os primeiros moto-clubes, mas a grande depressão devastou a indústria em geral. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos membros das forças armadas americanas foram desmobilizados. Acostumados com a adrenalina depois de tanto tempo vivendo no limite e ao mesmo tempo querendo desfrutar ao máximo a liberdade e o próprio fato de estarem vivos aos poucos foram se reunindo e encontraram na motocicleta o meio para satisfazer seu estilo de vida ideal.
Logo esses indivíduos passaram a de tal forma se unir, que, transformavam o clube de motocicletas de fim de semana, em uma família de irmãos substitutos em tempo integral. Principalmente na Califórnia os veteranos formaram centenas de pequenos moto clubes como: Pissed of Bastards, Jackrabbits, 13 Rebels, Hells angels e os Yellow Jackets. Os membros usavam suéteres do clube e rodavam juntos.
Lentamente formalizaram os escudos, as cores, que passaram a defender com sua honra, adaptando a hierarquia militar em uma estrutura de irmandade. Ansiosa em manter estes novos motociclistas, A A.M.A. (American Motorcycle Association) passou a organizar competições, viagens e gincanas com um entusiasmo renovado. Entretanto a guerra não é o exercício mais saudável para a mente de quem combate no front e estes novos motociclistas farreavam muito mais que os motociclistas tradicionais. A população tolerava esses excessos porque os motociclistas tinham a seu favor o fato de terem defendido seu país na guerra.
Foi em Hollister (CA) que o mito da marginalidade se concretizou. Era o que faltava ao puritanismo americano e a mídia sensacionalista para taxar os motociclistas de foras da lei e os moto-clubes de gangues. Os jornais estampavam manchetes sensacionalistas e com o passar do tempo, ficou cada vez mais difícil separar os mitos da realidade. Quando Hollywood lançou o filme O Selvagem “The Wild One” de 1954 com Marlom Brando, qualquer esperança de salvar a imagem dos motociclistas estava perdida. Os críticos pareciam incapazes de passar a idéia de que era puramente um filme sobre violência. A mídia sensacionalista e principalmente a revista Best ainda insistiam em mostrar os motociclistas como bêbados ou na pior das hipóteses sociopatas. O que Hollywood conseguiu foi incentivar verdadeiros predadores criarem verdadeiras gangues, o que fez da década de 50, uma página negra na história do motociclismo. Nasce nesta época também a rivalidade entre alguns clubes e o senso de território. As motos passaram a ser despojadas de tudo que não fosse essencial como velocímetro, lanternas, espelhos e banco de carona, com isso ficavam mais leves e ágeis nas disputas. Esse estilo de moto ficou conhecido como Bobber, que mais tarde deu origem as chopper, que eram as motos modificadas para viagens. Com frente alongada e banco com encosto A moto passou a ter grande importância como sendo um complemento da personalidade de seu dono.
Na década de 60 as motocicletas voltaram a ser tema de Holywood, Elvis Presley com Roustabout e Steve McQueen com A Grande Fuga, alavancaram uma série de filmes sobre o tema que chegou ao seu auge com Easy Rider.
Finalmente vislumbra-se uma mudança imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70.
Este período fixou o motociclística como ícone de liberdade e resistência para o sistema. Neste período, no Brasil, O Vigilante Rodoviário – Série produzida pela TV Tupi entre 61 e 62 – alimentava a imaginação aventureira de jovens e adultos.
No Brasil o primeira associação fundada em 1927 foi o Moto Club do Brasil sediado na Rua Ceará no estado do Rio de Janeiro, alguns anos depois, mais precisamente em 1932 surgiu o Motoclub de Campos.