Arquivo de Março, 2011

Postado por guilherme em , , | 19 Março, 2011 | Sem Comentários

Rota dos castelos

Sem título

Cenários que inspiraram Matisse, Picasso, Diego Velásquez entre muitos outros que eternizaram seus sentimentos através de suas obras. Desde a costa do Mediterrâneo às regiões mais centrais, como Castilla-La Mancha, a paisagem era uma viagem no tempo e história. A estrada, a cada segundo, após cada curva, fazia com que o verde misturado ao tom alaranjado do inverno europeu, desenhasse na natureza retratos de uma idade medieval. As Estradas parecem um tapete no meio da paisagem. Também existem curtíssimos trechos de off road, que o motociclista pode fazer, ou não, para chegar a algum castelo. Entre tantos um castelo com um grande campo verde, com flores amarelas, nos chamou a atenção. Era um castelo totalmente solitário, perdido e parado no tempo. Mais uma vez fiquei refletindo quanta inspiração também foi proporcionada ao escritor espanhol Miguel de Cervantes para escrever Don Quixote de La Mancha. As estradas praticamente vazias, entre as planícies, eram uma cúmplice fiel de toda aquela paisagem. E a cada instante surpresas indescritíveis iam revelando-se em nossa rota. E quando a noite chegava o clima místico de cada lugar, fazia com que uma atmosfera nos impulsionasse a buscar o que havia mais a frente. Nesta rota por Castilla-La Mancha, estarão lugares como Albacete, Ciudad Real, Cuenca, Toledo, Segóvia entre muitas outras. Além da beleza natural, histórica, cultural, não podemos deixar de esquecer das divinas paellas .Para conhecer esta região com várias opções de rotas, você pode contar com uma estrutura de locação de motocicleta na Europa, podendo partir de Lisboa ou Madrid. Confira a íntegra do texto e fotos de Eduardo Wermelinger em: rotaway.com.br

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em , , , , , , , | 19 Março, 2011 | Sem Comentários

Posição corporal (parte II)

P90045617

Sabemos que o posicionamento corporal do piloto contribui para a realização facilitada de curvas. Antes de realizar a curva o piloto adota uma inclinação corporal perfazendo um ângulo em relação ao centro da moto. Digamos que analogicamente a um relógio, a linha central da moto é o ponteiro das horas e a linha central do piloto é o ponteiro dos minutos. Nesta analogia, a posição pode ser cinco para meio dia ou quinze para meio dia, não importa a inclinação adotada, o importante é a constância desta posição, desde pouco antes da realização da curva até o seu completo término. O simples fato do corpo do piloto, agora angulado, estar criando turbulência facilita o esforço de realização da curva, criando um pivô. Fundamentalmente é por este motivo que os pilotos de motovelocidade utilizam os joelhos e até os cotovelos para neutralizar o peso corporal e não “atrapalhar” o trabalho da moto. Assim que o piloto pré-posiciona seu corpo, antes da realização da curva, a moto vai tender a inclinar-se para o centro da curva. O piloto deve controlar a pressão de força imposta pelos braços ao guidão e gradualmente o braço “de fora” vai transferindo para o braço “de dentro da curva” todo o trabalho de apoio do corpo e condução da moto, numa espécie de transferência de funções. O braço de fora, vai gradualmente relaxando-se para não “brigar” por controle e criar um balanço indesejado da roda dianteira. Tal transferência se dá no momento em que o piloto elege como o ponto de curva da linha desejada (ler o post “linha limpa” na categoria dicas). A mencionada transferência, aliada à posição pendular do corpo é uma técnica que auxilia muito o trabalho da moto e traz maior sensação se segurança ao piloto. Uma boa posição corporal e a consciência do movimento podem resultar em curvas mais eficientes e menos cansaço ao piloto, pratique! Bibliografia consultada; Total Control: High Performance Street Riding Techniques – Ken Parks – Bow Tie Press; 2nd edition (April 22, 2008) Proficient Motorcycling: The Ultimate Guide to Riding Well – David L. Hough – Motorbooks; 1st edition (July 12, 2003) Riding in the Zone – Ken Condon – Whitehorse Press; Pap/DVD edition (February 15, 2009).

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em , , , , | 18 Março, 2011 | Sem Comentários

Posição corporal

bmw_netjpg11

Como se pode presumir, a posição do corpo do piloto produz um grande efeito na condução de uma moto. Desta forma, o correto posicionamento corporal será decisivo para o quanto de esforço físico será necessário para a pilotagem. A eficiência do movimento é um processo conhecido dos dançarinos e mestres de artes marciais, eles utilizam o próprio peso corporal e as forças cinéticas envolvidas para facilitar a execução do movimento e poupar preciosa energia que será dosada ao longo do exercício. A motocicleta é um equipamento de precisão. Todo o seu conceito técnico se harmoniza com a utilização para a qual foi projetada. O piloto deve participar ativamente da dinâmica que envolve o movimento e “colaborar” para que a moto faça o seu trabalho. O corpo do piloto, em especial, da cintura para cima, deve estar relaxado, os pés recolhidos, posicionados de forma com que a ponta da bota apóie-se sobre os pedais. Antes de realizar uma curva, posicione o corpo inclinando-o para “dentro da curva” criando um ângulo em relação à linha central da moto, desta forma a transferência de peso poderá ser realizada com mais suavidade em relação à suspensão e guidão. Confira amanhã a segunda parte desta matéria. Bibliografia consultada; Total Control: High Performance Street Riding Techniques – Ken Parks – Bow Tie Press; 2nd edition (April 22, 2008) Proficient Motorcycling: The Ultimate Guide to Riding Well – David L. Hough – Motorbooks; 1st edition (July 12, 2003) Riding in the Zone – Ken Condon – Whitehorse Press; Pap/DVD edition (February 15, 2009).

 Link permanente: Sem Comentários comentar

Aventuras no Rajastão

Con_mi_BMW_Orihuela2

O Rajastão através do olhar de um motociclista. As dunas de areia, as fortalezas magníficas, as pequenas aldeias, a vida selvagem e os trajes das pessoas trazem uma sensação mística do local, e entendemos o que mais uma motocicleta pode te proporcionar além de quilômetros percorridos pelas estradas. Para os entusiastas da motocicleta, esta viagem, compara-se à “Odisséia do Himalaia”, principalmente entre Deli para Khardung La, em Ladakh. As pessoas locais parecem que ficam “endeusando” a motocicleta, onde olhos espantados, curiosos, receptivos e respeitosos te cercam todo o tempo. As opções de hospedagem são muitas, onde resorts te proporcionam muito conforto a preços bem razoáveis, em média USD 70.00 com jantar. Não tinha reserva neste hotel, o escolho naquele instante. Posso garantir que para todo motociclista, não é só uma viajem aventura, sendo mais uma experiência de vida. Uma dica para os que queiram conhecer a região, é não deixar de visitar Pushkar Mela e Dhaliwal. Para minha surpresa tive o prazer de encontrar em Dhaliwal, três motociclistas do Brasil. As estradas são um paraíso para os pilotos. Seria uma experiência totalmente diferente e inesquecível para qualquer motociclista. Coloque nos seus planos de viagem conhecer esta região, aí sim, poderão entender o significado da cultura local, das belas paisagens e da espiritualidade do povo indiano. Texto e foto: Emilio Ernandez. Confira a íntegra do texto em: rotaway.com.br

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em | 16 Março, 2011 | Sem Comentários

BMW Jazz Festival

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em , , , , , | 15 Março, 2011 | Sem Comentários

Do Atlântico ao Pacífico (final)

dia12_2

Em continuidade à cobertura da viagem solo de Fábio Colaferro, confira os relatos do décimo segundo ao décimo sexto dia. Dia 12. De San Pedro de Atacama a San Antonio de los Cobres. Na noite anterior, comecei a pensar sobre a possibilidade de atravessar a Cordilheira dos Andes pelo Paso Sico, trezentos e cinqüenta quilômetros na terra, cascalho, areia, pedra, sem combustível, nem postos, nem cidades, nem tráfego na ruta 51. E os caras esqueceram de colocar no Google Maps essas estradas em que vou andar. Atingindo 3.900 metros, parei, desliguei o sistema ABS para pilotar off-road e murchei os pneus. Estava com o dianteiro pressurizado em 42 libras e deixei com 30. O traseiro estava com 36, e reduzi para 25 libras. Perto da Laguna Calientes encontrei um tiozinho francês correndo e não entendi nada.  Depois que eu vi isso, achei minha aventura por aquela estrada coisa de criança, acabou minha tensão, meu medo, etc. Em algum ponto eu atolei feio. Por pouco não liguei o celular por satélite (Iridium) e chamei a minha mãe! Já estava totalmente molhado e morrendo de frio. Mas os problemas do dia infelizmente não terminariam com esta atolada. Daí a chuva me pegou feio a 45 km de San Antonio de Los Cobres. Como na vinda, os flocos de neve começaram, só que agora como nevasca mesmo! Sinceramente não dava para acreditar naquilo. Neste ponto começava a descida da Cordilheira dos Andes. Na terra, um barro só e os desfiladeiros a 50 centímetros o tempo todo. Fiz o que pude e acho que fiz muito. Mas dois tombos foram inevitáveis. E assim eu pilotei por 300 quilômetros na terra, por 10 horas. A moto sambava o tempo todo. Cheguei a San Antonio de Los Cobres às 07h20 da noite. Dia 13. De San Antonio de los Cobres a Yerba Buena (ARG). Noite super mal dormida, depois do café, fui checar o óleo e quase cai para trás. Havia completado ao sair de San Pedro e talvez por causa das quedas, houve vazamento. Dica para quem vai fazer viagens longas de moto: leve um litro de óleo (no meu caso, o Motul 3000 20W50 4T Mineral). On the road again… de terra, rípio, com buracos, etc.  Mas sem chuva, o que está um trilhão de vezes melhor do que ontem. Assim que entrei na pista de asfalto, encontrei um casal de suíços que estão viajando de bicicleta há quatro meses. A aventura deles está registrada no site rosyphil.com. Antes de chegar a Salta, havia mais uns 40 quilômetros de terra. Esta estrada tinha uns 20 pontos ou mais para testar a habilidade off-road de qualquer piloto. Fiquei embasbacado com a beleza deste trecho de San Antonio de Los Cobres até Salta. É um cenário exuberante, para não perder para qualquer paisagem européia ou outra qualquer. Precisava chegar a Yerba Buena às 17 horas. Havia agendado a revisão de 10 mil km. Dia 14. De Yerba Buena a Corrientes. Desde ontem à noite pensava em mudar os planos novamente, pois não queria voltar para o Brasil pelo mesmo caminho que eu vim. Então resolvi rodar uns 150 quilômetros a mais, voltando em direção a Salta para pegar o Chaco! Então, rumo ao Pampa Del Infierno! Parei para abastecer e descobri que estava faltando nafta (gasolina) em todo o trajeto. Novamente, lembre-se que a viagem só termina quando você chega! Parei no “posto”, ou melhor, na casa do mano Walter Gonzales ele estoca gasolina na garagem da sua casa e vende mais caro sempre que falta. Rodo uns 5 quilômetros e… PERDI A MALA DO TANQUE!!!!! Gente, coisa de filme! Andei no acostamento do lado direito e esquerdo da estrada por uns 4 quilômetros. Após uma hora e meia de procura, lembrei que naqueles 35 graus de temperatura, tinha esquecido até de tirar a jaqueta. Nessa altura, todo o povoado já estava comigo. Na última hora, um cara muito gente boa, havia percorrido todo o acostamento comigo em sua pick-up branca. Um dos caras atrás da pick-up gritou! Pulei da camionete e saí correndo lá estava, INTACTA! Agradeci muito a todos, dei uns 300 dólares para o Oriel, mais outros tantos para a família toda que ficou comigo e todos ficaram felizes para sempre!!! Dia 15. De Corrientes a Cascavel (BRA). Saí mais tarde hoje, às 11h15. O termômetro da moto marcava 31 graus, mas certamente estava errado. Devia estar uns 68 graus, no mínimo. Parece que é normal a falta de combustível na Argentina, pois desde Salta até antes de Posadas, encontrei dificuldade para achar gasolina. Repetindo uma observação, as reservas nos hotéis funcionaram muito bem. Foi a melhor decisão que tomei. Outra coisa boa foi trazer pesos argentinos e chilenos, comprados no Brasil. Cheguei às oito e meia da noite em Cascavel, após 768 quilômetros, dos quais 250 na chuva. Aliás, registrando, nenhum policial na viagem toda me parou para extorquir dinheiro. Dia 16 De Cascavel a São Paulo. Sai hoje às 9 da manhã para meu último trecho rumo a São Paulo.  915 km! Já aprendi que só GPS não funciona em viagem. Tem que ter o mapa impresso, tem que estudar os caminhos, tem que perguntar também. Vou editar e publicar os vídeos da viagem, incluindo os tombos! Claro, agora tenho que trabalhar um pouco, mas com paciência e nas longas madrugadas conseguirei fazer isto. Mãe, voltei! Agora você já pode dormir! Confira a íntegra dos textos e fotos de Fábio Colaferro em: vidavivida.com.br

 Link permanente: Sem Comentários comentar

Fotos do passeio em Ribeirão Grande

Contrariando a previsão do tempo, Sábado passado, dia de passeio do nosso moto clube, amanheceu com o céu totalmente fechado e com leve e persistente garoa. Aos poucos nossos sempre animados amigos e novos participantes foram chegando à nova loja Caltabiano da Av. Braz Leme em Santana. Após o café da manhã a chuvinha continuava, mas ninguém resolveu ficar em São Paulo por este motivo, ainda mais que rumo ao interior, o tempo costuma mudar. Na primeira parada, no posto Graal da Castelo Branco, um simpático casal resolveu voltar, pois a garupa não estava vestida para a garoa que agora era chuva mesmo. Bom, chuva e frio não assustam muito os motociclistas que lá estavam, teve amigo nosso que fez todo o percurso de ida vestindo somente uma camiseta regata! (além das calças e botas) Nos trechos de maior altitude, a cerração foi intensa e a chuva mais pesada. Como era programado, ao chegarmos na cidadezinha de Ribeirão Grande, havia um estacionamento reservado para as nossas motos e transporte que nos levaria até o restaurante, distante 18 Km por estradas de terra. O amplo restaurante fica dentro da pousada Paraíso Eco Lodge, situada no meio de uma região de preservação ambiental, com cavernas, cachoeiras e picos, muito procurados por quem quer estar perto da natureza intocada. Após o almoço, nos reunimos para a tradicional foto do grupo. Iluminados por um Sol que ensaiva sair, nos preparamos para retornar, pois a chuva na ida e alguns outros percalços nos atrasaram consideravelmente. Nem deu tempo para conhecer os diversos chalés temáticos e o museu da pousada. O nosso grupo utilizou uma van e um micro ônibus para o traslado de volta ao estacionamento onde ficaram as motos. Ocorre que por conta das chuvas as estradas de terra (argilosa) apesar do cascalho e do bom trabalho da prefeitura local estavam muito escorregadias. A van, com parte do grupo saiu primeiro e os demais  foram de micro ônibus logo atrás, eu inclusive. Apesar de todo o cuidado e habilidade do nosso motorista, num certo trecho de aclive, o micro ônibus perdeu aderência e escorregou para dentro de uma erosão e atolou. Saímos todos do micro ônibus para ver se aliviando o peso ele conseguiria se libertar da lama. Para encurtar a história, nem com doze homens empurrando, nem com um caminhão puxando o tal do micro ônibus saía do atoleiro. Foi só quando um senhor, o vulgo “cheiroso” apareceu e pediu um trator que finalmente teve êxito em rebocar o carro fora do lamaçal. Neste momento, após quase duas horas, a van que havia levado o primeiro grupo retornou para nos resgatar. Foi uma aventura que provocou risadas e piadinhas de todos os que atolaram e dos que não atolaram também. A volta foi sem chuva, mas no escuro. Desta forma, e em virtude das chuvas na ida, não foi possível aproveitar imagens para o tradicional vídeo do passeio. Mas as cenas e as emoções deste dia estarão sempre gravadas nas nossas memórias. Um grande abraço a todos, muito obrigado pela participação e até o próximo passeio.

 Link permanente: 2 Comentários comentar

Voltinha

tripparaty

Nossos amigos Paulo Bittencourt, Paulo Leite, Henrique Feher, Zé Luis e Regina, Zurita e Camila, Dr. Emílio, Chahad, Moredo e Wilbor, percorreram mais de 800Km num fim de semana, saindo de São Paulo, passando por Angra dos Reis, pela bela RJ 155 e por Paraty. Confira o relato. “Nossa primeira parada, após a saída de São Paulo foi no Posto Tigrão em Queluz. Abastecemos e tivemos o prazer de conhecer um casal de Suecos que mandaram a moto, uma GS 1200, da Suécia para o Canadá, e desceram  até o Ushuaia pelo lado do Pacífico, e agora, estão subindo de volta para o Canadá, só que pelo lado do Atlântico. Já na RJ 155, uns 4 ou 5 km antes de Rio Claro, furou o pneu traseiro da minha moto. Tentamos fazer um remendo na hora, mas só conseguimos fazer um  ‘quebra-galho’, pois no pneu com câmara os remendos instantâneos não funcionam. A parte engraçada é que estávamos, nesse momento, em 8 homens e 2 mulheres, e as mulheres é que estavam consertando o pneu. Consegui andar mais uns 5 km até Rio Claro, e para nossa sorte, lá havia um centro automotivo que  tinha os equipamentos necessários para arrumar o pneu, assim conseguimos seguir viagem direto até Paraty, onde passamos a noite. No dia seguinte, pela manhã, o Chadad, o Paulo Leite e o Henrique retornaram para São Paulo pela manhã. Perto da hora do almoço, chegaram em Paraty o Marcão (que também foi na viagem do motoclube para o Rio do Rastro) com mais duas pessoas, o Edu e o Fábio, que vieram só para almoçar conosco. Almoçamos na fazenda Murycana, onde se saboreia um maravilhoso leitão à pururuca. Voltamos pela Oswaldo cruz, debaixo de muita chuva e forte serração. Infelizmente, por causa da chuva, não deu para subir por Cunha, que era a nossa ideia inicial. Chegamos em SP umas 21:00hs e a viagem foi realmente muito boa. É isso aí. Abraços.” Texto e fotos de Paulo “Careca” Bittencourt.

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em , , , , , , , , , , | 12 Março, 2011 | Sem Comentários

Do Atlântico ao Pacífico (parte 3)

dia9_11

Em continuidade à cobertura da viagem solo de Fábio Colaferro, confira os relatos do oitavo ao décimo primeiro dia. “Dia 08, de Antofagasta a San Pedro de Atacama. O trajeto hoje é curto para chegar em San Pedro de Atacama, local onde ficarei por 3 dias e 4 noites. Uma das coisas que me chamaram atenção, desde a entrada no Chile, são as homenagens aos mortos ao longo das estradas.  Estariam as pessoas enterradas ali? Engraçado que no Chile a placa de trânsito PARE significa parar mesmo, totalmente, até atingir uma posição inerte. Todos os dias tem acontecido a mesma coisa a partir das quatro da tarde, uma ventania só. Levei uma rajada lateral que perdi até o rumo. Se eu não estivesse com as duas mãos no guidão, acho que perderia a frente da moto. À noite fiz o check-in no hotel Tierra Atacama. Que show de lugar! Dia 09 em San Pedro de Atacama é hora de aproveitar o final de semana e conhecer o destino principal desta viagem ao deserto. Cláudio, o guia do hotel, marrento que só ele, tentou me explicar que o deserto do Atacama não é seco, e sim árido e que isto é diferente de seco, pois aqui tem água. Em função destas condições existem poucas cidades e vilas no deserto. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro. San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia-noite. A 12 km de San Pedro, localizado na Cordillera de La Sal, visitei o Valle de Ia Luna que é uma extensão de terra e areia avermelhadas e outras vistas impactantes. O segundo passeio da tarde foi para o Salar de Atacama: Pueblo de Toconao e Laguna Chaxa. Como em toda excursão, pagar mico é clássico. A primeira roubada à tarde foi a parada na “chácara” de Tambillo. Após longos 40 minutos, partimos para o segundo mico. Toconao, uma pequena vila a 40 km de San Pedro, oficialmente com mil habitantes (para mim, tinha uns 170). ROUBADA! Não vá. Dia 10 Em San Pedro de Atacama. Todos já diziam que os Geysers Del Tatio era programa top, imperdível. Então, lá vamos nós. Uma hora e pouco para chegar, sem café, pois segundo eles muitos ficam mareados com a altitude. À medida que o sol vai nascendo por trás da cadeia de montanhas, o brilho da fumaça muda e as luzes tornam a visão ainda mais espetacular. Sem poder evitar o  mico do dia, a próxima parada foi no Pueblo de Machuca. Baita enganação. Duvido que aqueles caras morem lá. Todos de camionete último tipo.  As mulheres fantasiadas como se fosse para o carnaval. Imagine, sobre as casinhas imitando pueblo, tem placas de energia solar. Dia 11 Em San Pedro de Atacama. Estavam programadas duas excursões para hoje. No entanto, andar de van não dá mais. Chega, desisti e resolvi curtir somente o hotel, sem hora, lenço e documento.” Confira a íntegra dos textos e fotos de Fábio Colaferro em: vidavivida.com.br

 Link permanente: Sem Comentários comentar
Postado por guilherme em , , , , , , , , | 10 Março, 2011 | Sem Comentários

Viagem solidária

aaaaaaaaa

“Caros amigos do vento na cara, Rosana e eu retornamos a poucos dias do Ushuaia e decidi dividir a nossa experiência. A viagem foi ótima e a minha BMW K1200GT foi muito valente em todas as situações, até mesmo no rípio. A princípio estava apreensivo quanto a isto, mas depois dos primeiros metros vi que daria para rodar tranquilo a 60km/h, com muita segurança. Somente nos lugares com muitas pedras soltas é que precisa ter mais cuidado, visto que a K1200GT não é projetada para este tipo de piso. Após um pneu furado no rípio aprendi uma dura e valiosa lição. Para trafegar com este tipo de moto, com garupa e muita bagagem optei por substituir o pneu traseiro original pelo pneu da GS. Aí foi tudo bem, pois as pedras e saliências não danificam a estrutura do pneu por terem mais borracha na parte central. Saímos no dia 23 de Dezembro e chegamos ao Ushuaia no dia 31, ou seja, percorremos mais ou menos 5.600km em 8 dias a uma média geral de 121.60km/h, considerando os passeios nas cidades até chegarmos lá. Em algumas rodovias, com retas infindáveis pudemos trafegar por horas em velocidades de cruzeiro mais elevadas, e isto ajuda muito a cobrir distâncias longas rapidamente. O consumo e as velocidades médias finais ficaram em 15.1 km/l e 102.3 km/h. Percorremos aproximadamente 13.000 km no total e o consumo de óleo foi baixíssimo. O preço da gasolina na Argentina varia de R$ 1.5 a R$ 2 reais por litro. O Tempo total de viagem foi de 30 dias. Foram muitas as belezas naturais e os animais que tivemos o prazer de admirar. As pessoas, em geral foram solidárias e dispostas a estender suas mãos. Desta maneira, passaremos adiante a lição aprendida como um efeito dominó. E aos poucos, estaremos todos fazendo deste planeta, um lugar melhor para se viver. O ponto alto desta viagem foi a solidariedade genuína, sincera e desinteressada, o carinho, educação e o respeito que recebemos de todos aqueles que tivemos a felicidade de encontrar em nossa jornada. A elas e a Deus, nosso eterno agradecimento, pois estarão para sempre em nossos corações. Rosana e Eduardo Pavan.” Texto: Eduardo Pavan

 Link permanente: Sem Comentários comentar