Do Atlântico ao Pacífico (parte 3)

Em continuidade à cobertura da viagem solo de Fábio Colaferro, confira os relatos do oitavo ao décimo primeiro dia. “Dia 08, de Antofagasta a San Pedro de Atacama. O trajeto hoje é curto para chegar em San Pedro de Atacama, local onde ficarei por 3 dias e 4 noites. Uma das coisas que me chamaram atenção, desde a entrada no Chile, são as homenagens aos mortos ao longo das estradas. Estariam as pessoas enterradas ali? Engraçado que no Chile a placa de trânsito PARE significa parar mesmo, totalmente, até atingir uma posição inerte. Todos os dias tem acontecido a mesma coisa a partir das quatro da tarde, uma ventania só. Levei uma rajada lateral que perdi até o rumo. Se eu não estivesse com as duas mãos no guidão, acho que perderia a frente da moto. À noite fiz o check-in no hotel Tierra Atacama. Que show de lugar! Dia 09 em San Pedro de Atacama é hora de aproveitar o final de semana e conhecer o destino principal desta viagem ao deserto. Cláudio, o guia do hotel, marrento que só ele, tentou me explicar que o deserto do Atacama não é seco, e sim árido e que isto é diferente de seco, pois aqui tem água. Em função destas condições existem poucas cidades e vilas no deserto. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro. San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia-noite. A 12 km de San Pedro, localizado na Cordillera de La Sal, visitei o Valle de Ia Luna que é uma extensão de terra e areia avermelhadas e outras vistas impactantes. O segundo passeio da tarde foi para o Salar de Atacama: Pueblo de Toconao e Laguna Chaxa. Como em toda excursão, pagar mico é clássico. A primeira roubada à tarde foi a parada na “chácara” de Tambillo. Após longos 40 minutos, partimos para o segundo mico. Toconao, uma pequena vila a 40 km de San Pedro, oficialmente com mil habitantes (para mim, tinha uns 170). ROUBADA! Não vá. Dia 10 Em San Pedro de Atacama. Todos já diziam que os Geysers Del Tatio era programa top, imperdível. Então, lá vamos nós. Uma hora e pouco para chegar, sem café, pois segundo eles muitos ficam mareados com a altitude. À medida que o sol vai nascendo por trás da cadeia de montanhas, o brilho da fumaça muda e as luzes tornam a visão ainda mais espetacular. Sem poder evitar o mico do dia, a próxima parada foi no Pueblo de Machuca. Baita enganação. Duvido que aqueles caras morem lá. Todos de camionete último tipo. As mulheres fantasiadas como se fosse para o carnaval. Imagine, sobre as casinhas imitando pueblo, tem placas de energia solar. Dia 11 Em San Pedro de Atacama. Estavam programadas duas excursões para hoje. No entanto, andar de van não dá mais. Chega, desisti e resolvi curtir somente o hotel, sem hora, lenço e documento.” Confira a íntegra dos textos e fotos de Fábio Colaferro em: vidavivida.com.br









