Linha limpa

Não existe a linha perfeita, ou seja, o melhor traçado a ser usado em todas as curvas. Velocidade, condições da estrada, perigos, experiência do piloto, enfim, tudo tem um papel ativo na escolha da linha que se vai traçar em cada curva. A princípio podemos destacar três erros que podem ser viciosamente cometidos quando realizamos curvas. O primeiro problema no traçado de curva ineficiente é “virar muito cedo”, em função de um ponto de curva antecipado. Não inclinar-se, suficientemente rápido, é o segundo problema. E por fim, realizar diversas correções enquanto se efetua uma curva, ou seja, traçar uma “linha suja”. Fixar o olhar na porção interna da curva, naturalmente resulta em um início de realização prematuro da mesma. (ler a matéria intitulada “ponto de vista”). Uma das consequências disto, é que a linha prematuramente iniciada resulta em uma saída muito aberta ou “esparramada”, deixando poucas oportunidades de correção ou mudança de traçado. Um início de curva retardado, ou seja, escolher um ponto de curva atrasado, juntamente com uma inclinação suficientemente rápida, possibilita além de uma saída mais ao centro da estrada ou pista, como também proporciona uma linha de visão melhor dos outros veículos. Sendo o ponto máximo de inclinação ou ápice da curva atrasado, proporciona, em caso de troca de traçado, mais tempo para reação, além de que, por natureza, demanda um tempo de inclinação menor, tornando a realização de uma curva mais rápida e segura. Grande abraço a todos, bons traçados e boas curvas! Bibliografia consultada; Total Control: High Performance Street Riding Techniques – Ken Parks – Bow Tie Press; 2nd edition (April 22, 2008) Proficient Motorcycling: The Ultimate Guide to Riding Well – David L. Hough – Motorbooks; 1st edition (July 12, 2003) Riding in the Zone – Ken Condon – Whitehorse Press; Pap/DVD edition (February 15, 2009).









