O medo!

O medo é o principal impedimento, que nós motociclistas enfrentamos quando tentamos melhorar nossas habilidades de pilotagem. A princípio, ao se remover o medo, as barreiras que impedem o aprendizado desaparecem tornando muito mais fácil a assimilação de teorias na prática. É o medo, que por muitas vezes impede o motociclista de seguir seus desejos, no sentido de mudar para melhor o modo de pilotagem. O medo pode ser nutrido, também, pela crença na qual o cérebro aceita a falsa idéia de que “eu não sou capaz de fazer isto ou aquilo”. Caso estivermos com medo de fazer algo novo, como uma determinada curva, dez quilômetros por hora mais rápido que de costume, nosso mecanismo de sobrevivência natural entra em ação, causando dúvida ou insegurança. Embora nossa consciência conduza à vontade de acelerar um pouco mais, nosso subconsciente não nos permite obedecer. Esta é uma situação frustrante para os pilotos que desejam melhorar suas habilidades. Primeiramente devemos notar que o medo é, de fato, um bom sinal. Por exemplo, se tentássemos, sem medo, baixar o tempo de Valentino Rossi em uma determinada pista iríamos provavelmente cair, para dizer o mínimo. Isto ocorre porque a maioria dos motociclistas, não possuem habilidades suficientes, força física ou reflexos para desafiar um campeão. Entretanto, devemos aprender a trabalhar este sentimento a nosso favor ao invés de tentar anulá-lo. Obviamente o medo é um sentimento necessário para a nossa sobrevivência, pois o medo implementa o fluxo de adrenalina na corrente sanguinea, o que aumenta nossa força em emergências. Mas o medo pode ser nosso maior inimigo caso não seja devidamente controlado. Todo motociclista tem um “limiar de medo”, isto pode variar muito e depende de diversos fatores. Podemos pensar para efeito de associação, nas diferenças entre as pessoas com relação a capacidade e tolerância a dor. Uns sentem mais dor que outros, impressionam-se mais. Tal qual o limiar da dor, o limiar do medo é um ponto que o nível de medo torna-se tão grande que a mente do motociclista não consegue processar nenhuma informação ou perceber uma possibilidade adicional. Assim, se tentarmos pilotar uma moto, mais rápido do que o cérebro consegue processar os estímulos produzidos por esta nova experiência, provavelmente iremos nos dar mal. Em oposição ao medo, está a segurança associada à confiança. Estar confiante de que se é capaz substitui o medo. A confiança é um estado de espírito advindo do conhecimento e da fé. A fé, para efeito de uso prático, com ou sem conotação religiosa, é a força da imaginação criando uma certeza. Através da fé, milhões de pessoas pelo mundo realizaram grandes feitos. Isto porque, não importa no que se acredita, mas sim acreditar em algo. Talvez seja por este motivo que os psicólogos do esporte enfatizem tanto as técnicas de visualização. Imaginando um evento em particular poderemos criar a possibilidade de sua existência concreta. Quanto mais forte o nosso desejo, maior o poder de alterar o mundo ao nosso redor. Confira, nesta semana, a parte final desta matéria!









