Postado por guilherme em , , , , , , , , | 12 Julho, 2010 | Sem Comentários

Viagens por Wellington Briques – parte VI

01 29 Salar 14-1

Com a decisão tomada de alterarmos o caminho de volta, saímos de San Pedro de Atacama pela ruta 23 até Calama então descemos a 25 até a ruta Nacional 5 ou Pan-Americana, que corta o país de norte a sul. Passamos ao largo de Antofagasta, sem entrar na cidade, pois naquele dia seriam novamente quase 1.000 km de deserto para percorrer. Paramos brevemente a 70 km ao sul desta cidade, na escultura “Manos del Desierto” para algumas fotos clássicas desta viagem. E continuamos descendo ao sul na ruta 5 que está repleta de “memoriais”ou mesmo túmulos nas suas bordas. Existem memoriais de todo o tamanho. Desde uma pequena cruz até locais cobertos para fornecer alguma proteção do sol e altares com bancos. Eles são construídos com qualquer coisa disponível, como pedaços de pneus, telhas, pedras e peças de caminhão. Acho que daria até para se fazer um documentário fotográfico e registrar em um livro! Neste trecho também é muito necessária atenção aos postos de gasolina, pois são raros e muito distantes. Planeje bem suas paradas se não quiser ficar secando no meio do deserto. E por falar em secar, traga água para beber para o dia todo, pois este é um artigo de luxo por aquelas bandas. Em uma das paradas para abastecimento, fomos até um pequeno restaurante ao lado do posto para tomar algo. A senhora que estava lá dentro não abriu a porta para nós, mesmo implorando que precisávamos de água. Um ônibus de turistas também ficou sem atendimento pela recusa da mulher em vender água. Nossa parada para dormir foi em Copiapó, no hostel Pircas, na beira da estrada. Chegamos lá por volta das 10 da noite, bastante cansados do dia inteiro no deserto. Neste dia não houve piscina nem cerveja e fomos direto para o restaurante jantar. As motos ficaram paradas na frente dos quartos, que foram apenas o suficiente para passar a noite. Recomendaria o lugar apenas em último caso. Na manhã seguinte, seguimos cedo pela ruta 5 até a 60 que nos levou à Viña del Mar. Muitos pedágios neste pequeno trecho, porém, a estrada está em excelentes condições, ou pelo menos estava até antes dos terremotos que abalaram a região. Em Viña tínhamos a recomendação de ficar no Hotel San Martin, mas decidimos pelo Sheraton. Altamente recomendado após dois dias de deserto. Nesta tarde voltamos ao hábito da piscina com cerveja, só que desta vez com vista para o mar. O hotel é bastante confortável e a localização excelente para se caminhar pelas redondezas. Existem vários restaurantes na rua atrás do cassino e bastante movimento com as pessoas aproveitando este maravilhoso balneário. Se alguém preferir mais agitação, a praia de Reñaca mais ao norte é uma boa opção. No dia seguinte, saímos de Viña pelo contorno norte, com o intuito de evitar passar por Santiago. Então seguimos pela ruta 5 até Los Andes e depois pela 60 já na direção de Portillo e para los caracoles, que é a subida da cordilheira do lado chileno. Esta parte dos Andes não é tão alta como o Paso Jama e quase não se sente o efeito da altitude. Quase na fronteira, um dos companheiros resolveu “comprar terreno” com vista para os Andes e caiu parado enquanto esperávamos o transito andar em um trecho em construção. Nada sério e passado o susto fizemos o procedimento de fronteira, que é muito simples na saída do Chile. Dali se roda mais uns 20 km para chegar à aduana argentina e lá sim, é muito complicado. Todos entram em uma construção enorme que abriga várias guaritas aonde são verificados e carimbados mais e mais papéis. A espera na fila, e os tramites legais, nos tomaram quase 3 horas de um dia maravilhoso que estava lá fora.

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