Viagens por Wellington Briques – parte II

(Continuação da parte I, publicada na semana passada) Com a moto prontinha na noite anterior, pela manhã foi só tomar o café da manhã, colocar a roupa de viagem e finalmente partir. Percorremos a maior distancia possível no primeiro dia, pois estávamos dispostos e descansados. Seguimos até o final da Castelo Branco e de lá rumo sudoeste ao norte do Paraná, por Ourinhos, Londrina, Maringá, Campo Mourão e Cascavel. Paramos a cada 150 – 200 km para abastecer e esticar as pernas. As 18h estávamos em Cascavel, onde pernoitamos no Hotel Deville após 997 km. A comemoração foi com cerveja bem gelada na piscina do hotel. Chegar nos locais de parada e descer para a piscina acabou se tornando um hábito durante toda a viagem. Já nesta primeira parada, todos percebemos que a melhor maneira de organizar o conteúdo da bagagem seria colocar as roupas e outras coisas de uso diário tudo junto em uma só mala. Todo o resto, como ferramenta, agasalhos e tralhas diversas ficaram na outra mala lateral. Essa arrumação geral melhorou a qualidade de vida nas outras paradas, pois só era necessário retirar uma mala e pronto! Na manhã seguinte, seguimos pela BR163 até Barracão / Dionísio Cerqueira, onde cruzamos a fronteira (muito mais tranquilo do que por Foz do Iguaçu). Logo no início da estrada no lado argentino, existe um posto de gasolina do Automóvel Clube da Argentina e é lá que abastecemos com gasolina de alta qualidade pela metade do preço. Ao começarmos a rodar nesta estrada, já sentimos a diferença de asfalto também, bem melhor que no lado brasileiro. Seguimos na Ruta 17 até a 12, que vem de Foz de Iguaçu, na direção de Posadas. Muita atenção e cuidado ao chegar perto do posto policial na entrada desta cidade, pois eles são famosos por parar moto-turistas brasileiros e inventar alguma infração para levar “una colaboracción”. Felizmente, passamos direto tanto pelo posto policial na entrada como no da saída de Posadas. A Ruta 12 nos levou até Corrientes, aonde ficamos no Hotel Orly, o qual não recomendo. Nesta noite saímos para jantar ali perto e com o calor escolhemos o Havanna, que fica a 2 quadras do hotel. O jantar foi bem servido de carne e acompanhamentos, inclusive a sobremesa de bolo de creme de chocolate, que para desespero nosso estava delicioso e contaminado. O resultado foi uma noite desconfortável e mal dormida. Tivemos que utilizar hidratação oral e usar medicamentos para diminuir a freqüência de uso do banheiro. Felizmente, com 3 médicos no grupo, estávamos preparados para este tipo de inconveniente e foi possível prosseguir a viagem. Confira a parte III desta história na semana que vem!
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2 Junho, 2010 às 11:11
Wellington
Parabens, belíssimas fotos de uma viagem maravilhosa.
Para tambem sentir o enorme prazer de fazer parte desta paisagem reuna um grupo seleto de amigos, equipe suas motos, estude os mapas, esqueça alguns preconceitos e saia por ai. Se por qualquer motivo não for possível reunir o grupo seleto de amigos vá sozinho mesmo e depois conte pra gente.
Abraços.
Decio.
18 Junho, 2010 às 16:06
Décio,
Grato pelo incentivo. Até o próximo passeio.
Bom final de semana,
Wellington